🚨OPINIÃO: Cortina de fumo no Songo? O regresso do "Rei" não apaga os erros da Direção
🚨OPINIÃO: Cortina de fumo no Songo? O regresso do "Rei" não apaga os erros da Direção🚨
A vitória por 2-0 frente ao Ferroviário de Maputo trouxe o oxigénio que a União Desportiva do Songo precisava em termos de resultados, mas a verdadeira bomba da jornada rebentou na sala de imprensa. O técnico Daúde Razaque confirmou que o veterano Dominguez vai mesmo regressar aos relvados e será inscrito na reabertura do mercado de transferências. Um golpe de marketing brilhante, sem dúvida, mas que levanta sérias dúvidas sobre a gestão desportiva dos “hidroeléctricos”.
Como é possível que o atual campeão nacional, após conquistar o Moçambola-2025, tenha permitido a debandada de mais de dez atletas nucleares e veja agora, como principal boia de salvação, o resgate de um jogador de 42 anos que já tinha sinalizado o fim do seu ciclo ao mais alto nível no início do ano, ao despedir-se da Seleção Nacional no CAN 2026?
Apelar à "juventude do plantel" para justificar o regresso de Dominguez parece uma narrativa conveniente para sacudir a pressão da estrutura.
A verdade nua e crua é que o Songo está a injetar uma dose de urgência numa equipa que devia estar a colher os frutos da estabilidade e do planeamento a longo prazo. Ver Dominguez nos relvados é, e será sempre, sinónimo de espetáculo e classe, mas a sua chamada aos gabinetes do Songo soa a um reconhecimento implícito de que o planeamento desportivo para a época de 2026 falhou redondamente. Resta saber se o "Rei" conseguirá carregar o piano sozinho ou se será apenas uma cortina de fumo para tapar as fragilidades do campeão

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